A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29/2) a segunda fase da Operação Infamis. A ação, realizada em conjunto com a Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA), desarticulou o núcleo cibernético de um grupo criminoso sofisticado em furtos bancários
A investigação, iniciada no segundo semestre de 2022, identificou 26 vítimas que tiveram suas contas bancárias invadidas por membros do grupo criminoso.
De acordo com a PCDFm os criminosos, operando a partir de Salvador (BA), utilizavam técnicas sofisticadas para selecionar suas vítimas em Brasília e realizar os furtos. O esquema causou um prejuízo total de aproximadamente R$ 600 mil, demonstrando a gravidade e a escala da operação criminosa.
A segunda fase da Operação Infamis teve como objetivo principal neutralizar o núcleo tecnológico da quadrilha, impedindo-a de continuar realizando os furtos cibernéticos.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Salvador e um mandado na Região de Samambaia, demonstrando a força e o alcance da investigação.
Na residência de um dos investigados em Salvador, a equipe da PCDF encontrou material possivelmente utilizado em crimes de roubo de joias preciosas, como ferramentas de arrombamento e outros objetos de valor.
Ainda segundo a PCDF, os criminosos escolhiam suas vítimas com cuidado, priorizando indivíduos com alto poder aquisitivo. Os ataques virtuais ocorriam durante a noite, quando a maioria das pessoas estava dormindo.
Relatos das vítimas indicam que os criminosos realizaram até dez transferências de R$ 10 mil, cada, sem autorização do correntista. Para isso, os golpistas utilizavam métodos como o phishing e a instalação de malwares, visando a rapidez, a eficiência e o planejamento do esquema.
A Operação
A Operação Infamis II demonstra o compromisso da PCDF em combater o crime cibernético e proteger a população do Distrito Federal, confirmando sua excelência na investigação.
“A Polícia Civil da Bahia irá investigar esse caso em mais detalhes, aprofundando a investigação e buscando identificar outros crimes possivelmente relacionados à quadrilha”, destaca o delegado -chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani.
Ainda segundo Zuliani, a ação conjunta com a Polícia Civil da Bahia confirma a importância da colaboração entre as instituições para desarticular quadrilhas interestaduais, além de otimizar recursos e maximizar a eficiência das operações.






