Nesta quinta-feira (25/06), uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal mirou um grupo suspeito de transformar uma falha no sistema Pix de uma cooperativa de crédito em um esquema milionário de fraude.
A ação, chamada Operação Rastro, foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada à Decor. Segundo a investigação, o prejuízo passa de R$ 5,5 milhões.
O caso começou a partir da apuração de transações suspeitas realizadas em dezembro de 2025. De acordo com a PCDF, foram identificadas 425 movimentações fraudulentas feitas de forma automatizada e fracionada, em valores menores, estratégia usada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A investigação aponta que o grupo era dividido em funções. Havia pessoas voltadas à parte técnica, outras responsáveis por atrair participantes, movimentar valores e receber os recursos desviados.
Parte expressiva do dinheiro teria sido convertida em criptoativos e concentrada em corretoras nacionais e estrangeiras. Para os investigadores, essa etapa teria sido usada para esconder a origem dos valores e dificultar a recuperação do prejuízo.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca contra sete alvos em quatro cidades: Guariba, em São Paulo; Brasília, no Distrito Federal; Planaltina de Goiás e Valparaíso, em Goiás.
Os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento, carteiras de criptoativos e documentos que devem passar por análise. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores em contas e criptoativos, respeitando o limite do prejuízo apurado.
A PCDF afirma que a investigação continua para identificar outros possíveis integrantes do grupo e tentar recuperar os valores desviados.
Os investigados podem responder por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Até o fim das apurações, não há condenação dos envolvidos.








