146 estruturas precárias de madeira e lona de uma área próxima às comunidades de Cabeceira do Valo e Santa Luzia, na região da Cidade Estrutural. O terreno está inserido na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e fica nas proximidades do Parque Nacional de Brasília.
Seis caminhões-caçamba foram utilizados para recolher os materiais encontrados durante a ação. O balanço não detalha quantas estruturas estavam ocupadas no momento da fiscalização nem informa o destino dos objetos retirados.
Duas pessoas foram presas em flagrante pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sob suspeita de crime ambiental. A situação jurídica delas após a condução não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem.
Um homem apontado pela fiscalização como responsável pelo parcelamento da área recebeu uma multa de R$ 120 mil. A aplicação da penalidade administrativa não representa condenação criminal, e o autuado poderá apresentar defesa nos procedimentos previstos em lei.
A operação foi realizada depois que agentes identificaram a retomada da ocupação no terreno. Segundo a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal), grupos voltaram ao local após uma primeira intervenção promovida em 10 de julho.
Na ação anterior, aproximadamente 500 lotes foram descaracterizados. As equipes também retiraram 36 estruturas desabitadas e cerca de dez quilômetros de cercas instaladas na área.
A nova fiscalização busca impedir que o espaço volte a ser dividido e comercializado de maneira irregular. A proximidade com uma unidade de conservação aumenta a preocupação com desmatamento, descarte de resíduos, abertura de vias e danos aos recursos naturais.
Até o momento, os órgãos envolvidos não divulgaram a poligonal exata da operação, a titularidade do terreno ou os números dos autos de prisão e de infração.







