Uma investigação iniciada após suspeitas detectadas dentro do próprio banco acabou revelando um esquema milionário que agora é alvo da Polícia Civil do Distrito Federal. Na manhã desta quinta-feira (07/05), a corporação deflagrou a Operação Insider para apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa ligados a movimentações financeiras consideradas incompatíveis.
Segundo a investigação, o esquema envolveria empregados públicos do Banco de Brasília, um servidor público federal, empresários e empresas interligadas.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
De acordo com a PCDF, as apurações começaram após o próprio BRB identificar irregularidades em uma de suas agências, incluindo operações suspeitas e possíveis descumprimentos de regras de compliance por parte de um gerente.
Os investigadores afirmam ter identificado movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 15 milhões. Entre os indícios levantados estão transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, uso frequente de dinheiro em espécie, aquisição de veículos de luxo e tentativas de ocultação patrimonial.
A investigação também aponta que parte dos recursos teria origem em uma fraude eletrônica milionária praticada contra empresas privadas. Os valores acabaram bloqueados dentro do BRB.
Outro ponto investigado envolve operações estruturadas na BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco. Segundo a PCDF, um empregado público responsável pela intermediação de carteiras de ativos teria participado da venda de três carteiras avaliadas em mais de R$ 60 milhões e recebido valores considerados incompatíveis com a renda oficialmente declarada.
Ao todo, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Além das buscas, a Justiça autorizou bloqueios financeiros, restrições sobre veículos de luxo e o bloqueio de um imóvel localizado no Distrito Federal.
Se condenados, os investigados poderão responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.







