A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu uma nova frente de investigação contra o dono de uma imobiliária acusado de transformar contratos de aluguel em instrumento para aplicar golpes contra idosos. A apuração mira um homem de 50 anos, apontado como responsável por intermediar locações com a intenção de se apropriar do dinheiro devido aos proprietários dos imóveis.
A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (17/03) pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), que cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras.
Segundo a investigação, o suspeito usava a empresa Ciclo Negócios Imobiliários para fechar contratos e, depois, reter valores que deveriam ser repassados aos locadores, todos idosos.
O caso começou a ser investigado a partir de uma ocorrência registrada em dezembro de 2025 por duas vítimas: um homem de 69 anos e uma mulher de 84. Durante a apuração, a Decrin identificou que o mesmo modo de agir já teria sido repetido contra outras pessoas, o que ampliou o alcance da investigação.
Os policiais encontraram a imobiliária funcionando no mesmo endereço da casa do investigado. No local, apreenderam dois celulares, um computador, um notebook e pastas com contratos firmados com pessoas idosas.
A Justiça também determinou o bloqueio das contas do suspeito como forma de tentar garantir eventual ressarcimento às vítimas. Além disso, a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios já foi recebida pelo Judiciário.
A Polícia Civil pede que outras possíveis vítimas do proprietário da Ciclo Negócios Imobiliários procurem a Decrin para registrar ocorrência. A delegacia funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, no prédio do Departamento de Polícia Especializada, dentro do complexo da PCDF. Caso seja condenado, o investigado poderá responder por apropriação indébita com aumento de pena previsto em lei.








