A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão durante a terceira fase da Operação Zero Trust, realizada entre 28 de outubro e 4 de novembro. A ação ocorreu no Distrito Federal e na Bahia e teve como alvo um grupo investigado por ataques a sistemas bancários e fraudes que causaram prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão.
As investigações começaram em setembro de 2025. Segundo a PCDF, o grupo recrutava gerentes e funcionários de instituições financeiras para conseguir acesso privilegiado aos sistemas dos bancos. O esquema também contava com hackers e operadores responsáveis pelas transações fraudulentas e pelo recebimento dos valores desviados.
Os investigados ainda utilizavam ferramentas maliciosas para capturar dados e senhas de acesso, comprometendo a segurança dos sistemas bancários.
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos que passarão por perícia. O material deve ajudar a aprofundar as investigações e identificar outros possíveis participantes do esquema.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais e de Informática (DRCPIM), vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (CORF), com apoio do Departamento de Investigações Criminais da Polícia Civil da Bahia (DEIC/PCBA).
De acordo com a PCDF, a investigação mais ampla, realizada em parceria com equipes de inteligência e segurança de instituições financeiras, já impediu fraudes que poderiam causar prejuízos superiores a R$ 500 milhões ao sistema financeiro.
Conforme a participação de cada investigado, os envolvidos poderão responder por peculato, fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, associação criminosa e lavagem de dinheiro.









