Um esquema de tráfico de drogas com entregas por delivery foi desarticulado na noite de terça-feira (27/01) em Sobradinho II, após uma operação que terminou com a prisão de um homem de 23 anos e a apreensão de um adolescente apontado como responsável por parte das entregas na região. A dupla usava redes sociais para negociar entorpecentes e fazer a distribuição em endereços residenciais, em plena área urbana.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a ação foi conduzida pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) a partir de uma denúncia anônima que apontava o uso de aplicativos e perfis em redes sociais para a venda de drogas. A investigação revelou que os suspeitos mantinham um esquema de entregas rápidas, combinadas virtualmente, em um modelo semelhante ao de serviços de delivery comuns.
Na mesma noite, os agentes passaram a monitorar os alvos e abordaram o adolescente quando ele chegava de carro a um condomínio residencial de Sobradinho II, acompanhado de outros dois ocupantes. No momento da abordagem, ele foi flagrado fazendo a entrega de uma porção de “Colômbia” – flores de maconha com alto teor de THC, consideradas de maior valor no mercado clandestino.
As diligências prosseguiram até a casa do jovem, onde os policiais encontraram porções de haxixe, skunk, cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie e uma balança de precisão, reforçando a suspeita de comércio habitual de drogas. A PCDF apontou que o adulto era quem intermediava as vendas e orientava o adolescente sobre as entregas, caracterizando o crime de corrupção de menores associado ao tráfico.
Em seguida, os investigadores localizaram o homem de 23 anos em sua residência, também em Sobradinho II, onde ele foi preso em flagrante. O adolescente foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), enquanto o adulto foi levado à carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo a corporação, a Operação Curupira reforça a estratégia de sufocar pontos de venda que exploram jovens em esquemas de tráfico e se valem da aparência de “entrega comum” para tentar burlar a fiscalização.






