Polícia identificou 40 envolvidos em atos de vandalismo no centro de Brasília

Foto: Divulgação/PCDF

Na manhã desta quinta-feira (29/12), em coletiva de imprensa promovida pelas polícias Federal (PF) e Civil do Distrito Federal (PCDF), delegados das duas instituições informaram que identificaram 40 envolvidos nos atos de vandalismo e tentativa de invasão à sede da PF, em 12 de dezembro, em Brasília.

As corporações deflagraram a Operação Nero, que cumpre 32 ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Até as 10h, quatro suspeitos tinham sido detidos. Outros sete eram considerados foragidos. Entre os detidos, estão:

  • Átilla Reginaldo Franco de Melo

Átila, de 41 anos foi preso em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Ele fez campanha para Bolsonaro e chegou a passar pelo acampamento do QG do Exército em Brasília.

  • Klio Damião Hirano

Klio foi presa em Brasília, e também era frequentadora do acampamento no Quartel-General do Exército na capital. Em 2020, foi candidata à prefeitura da cidade de Tupã (SP), pelo PRTB, mas não se elegeu.

  • Joel Pires Santana

O pastor evangélico Joel Pires Santana, de 40 anos, é um dos detidos, nas primeiras horas desta quinta-feira (29/12). Nascido em Cacoal (RO), ele foi preso em Rondônia e participa com frequência dos atos em Brasília.

  • Ricardo Yukio Aoyama,

Ricardo Yukio Aoyama, de 33 anos, não chegou a ser preso, mas sua casa, em Rondônia, foi alvo de busca e apreensão. No imóvel, os agentes encontraram uma pistola. De acordo com investigação da PCDF e da PF, ele teria sido o responsável por comprar combustíveis durante os atos de vandalismo em Brasília.

Explosivo

O diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da PCDF (Decor), Leonardo de Castro Cardoso, afirmou que, entre os alvos da operação Nero, estão suspeitos de participação no armamento de um artefato explosivo perto do aeroporto da capital, em 24 de dezembro.

A PCDF, no entanto, disse que não informaria quantos são os envolvidos nos dois casos porque as investigações sobre o explosivo armado no aeroporto correm sob sigilo.

Operação

O delegado Leonardo de Castro, detalhou ainda que, no dia dos atos de vandalismo, os policiais da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) iniciaram os trabalhos de apuração.

“No dia seguinte, a SSP-DF [Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal] definiu que o Decor assumiria as investigações. No dia 14, tínhamos identificado nove dos baderneiros. Houve declínio de competência e, no dia 19, já havíamos identificado outras pessoas. Inclusive, envolvidos no ato da bomba [perto do Aeroporto de Brasília], no último dia 24 de dezembro. Tivemos algumas prisões ontem [quarta-feira] e outras três, hoje [até o momento da coletiva]. A PCDF continua nas investigações para identificar mais indivíduos”, destacou Leonardo de Castro.

O delegado reforçou que, apesar de identificar 40 pessoas, a polícia pediu a prisão de 11, pois tratam-se de alvos contra quem os investigadores conseguiram reunir provas robustas de participação no crime. “São cerca de 150 horas de gravações [obtidas]. É possível que ao longo das apurações aparecem mais nomes”, completou.

Pastores, blogueiros e empresários estão na lista de investigados. A polícia afirma que quase todos os indivíduos frequentavam o acampamento no Quartel-General do Exército, contra o resultado das eleições.

Em razão de declínio de competência, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu dois processos que envolvem as investigações. Os alvos podem responder por dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas chegam a 34 anos de prisão.

Veja:

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