Quanto recebeu cada candidato a deputado federal no DF

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Os candidatos a deputado federal pelo Distrito Federal declararam R$ 74,4 milhões em receitas de campanha até a última quarta-feira (30/9), a quatro dias do primeiro turno. Quase nove em cada dez reais vieram de dinheiro público, e a distribuição é concentrada: os 20 candidatos que mais receberam ficaram com 61% do total. Veja, ao fim do texto, quanto recebeu cada um.

O levantamento foi feito pelo Acorda DF com base nas prestações de contas entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em arquivo divulgado nesta quinta-feira (1º/10). O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, responde por R$ 57,9 milhões, e o fundo partidário, por R$ 8,4 milhões. Doações de pessoas físicas, incluindo vaquinhas virtuais, somam R$ 4,5 milhões, e os recursos próprios dos candidatos, R$ 1,2 milhão. Metade dos candidatos recebeu menos de R$ 99,5 mil, e 31 não declararam nenhuma receita. O teto de gastos para o cargo no DF é de R$ 3,18 milhões.

No topo da lista estão Alberto Fraga (PL), com R$ 3,33 milhões, Agaciel Maia (PL), com R$ 3,08 milhões, Rafael Parente (PDT), com R$ 3,04 milhões, e Fátima Sousa (PDT), com R$ 3,01 milhões. Na sequência aparecem Izalci Lucas (PL), com R$ 2,94 milhões, Rodrigo Rollemberg (PSB), com R$ 2,79 milhões, e Rafael Prudente (MDB), com R$ 2,67 milhões.

A diferença também aparece dentro dos partidos. No PDT, Fátima Sousa e Rafael Parente receberam R$ 3 milhões cada da legenda, enquanto Jô Abreu, Larissa Schmidt e Moacir Coletivo Trabalhista ficaram com R$ 37,5 mil cada, 80 vezes menos.

No PL, quatro candidatos receberam mais de R$ 2 milhões cada, e Capitão Davi, Maria Amélia e Ulissis Lima, entre R$ 130 mil e R$ 180 mil.

Na federação formada por PSDB e Cidadania, Roberto Freire concentrou 87% do dinheiro repassado pelas siglas, e cinco candidatos não receberam nada.

No PSD, Carol Fleury ficou com 66% dos repasses; no PSOL, Fábio Felix, com 66% do que foi distribuído na federação com a Rede; e no Podemos, França, com 65%. Cinco partidos, DC, Democrata, PCO, UP e Agir, não repassaram recursos a nenhum de seus candidatos no DF.

No União Brasil, Professor Francelino recebeu R$ 615 mil do partido, o menor valor entre os quatro principais nomes da legenda na disputa no DF. É menos da metade do que foi destinado a Carlos Dalvan, R$ 1,36 milhão, e pouco mais de um terço do que recebeu Ester Carvalho, R$ 1,70 milhão. Sandro Avelar ficou com R$ 1,09 milhão. A diferença vem do fundo eleitoral, distribuído pela direção nacional do partido e principal fonte de recursos da campanha: Ester Carvalho recebeu R$ 1,70 milhão, Sandro Avelar, R$ 1,09 milhão, e Carlos Dalvan, R$ 930 mil, enquanto Francelino teve R$ 215 mil, de quatro a oito vezes menos que os colegas. A maior parte do que ele recebeu, R$ 400 mil, saiu do fundo partidário repassado pelo diretório do União no DF, que também destinou R$ 430 mil a Dalvan.

A lei dá autonomia aos partidos para definir como dividem o fundo eleitoral entre seus candidatos, desde que respeitem as cotas mínimas destinadas a mulheres e a candidatos negros, aferidas pelo conjunto das candidaturas de cada legenda no país.

No DF, as mulheres são 39% dos candidatos a deputado federal, mas receberam 27% do dinheiro repassado pelos partidos. Pretos e pardos, segundo a autodeclaração no registro, são 48% dos candidatos e ficaram com 33% dos repasses.

Os valores consideram as receitas declaradas até 30 de setembro, incluindo bens e serviços estimados em dinheiro, e podem mudar até o fim da campanha, já que as doações têm até 72 horas para ser lançadas no sistema da Justiça Eleitoral.

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