Em uma sessão marcada por discursos acalorados na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na terça-feira (3/3), o deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) assumiu papel de protagonista na defesa do Projeto de Lei nº 2.175/2026, que autoriza o Governo do DF a usar nove terrenos públicos como garantia em operações de crédito de até R$ 6,6 bilhões para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB).
Ao lado do líder do governo, João Hermeto (MDB), Roosevelt foi além do voto favorável e conduziu uma das falas mais enfáticas da noite. Da tribuna, ressaltou que a proposta atende a exigências do Banco Central e tem como objetivo afastar o risco de liquidação do BRB, instituição vista por ele como peça-chave para a economia local e para políticas sociais voltadas à população do Distrito Federal.
Em tom de alerta, o parlamentar destacou o impacto de uma eventual quebra do banco sobre empregos e programas financiados pela instituição. “O que está em jogo nesse momento é o destino de um banco, um dos maiores pilares do povo brasiliense, o qual temos que ter a responsabilidade de tirá-lo da zona vermelha de liquidação. Votar contra essa proposta é matar o BRB e levar ao desemprego milhares de funcionários, além de ferir de morte dezenas de programas sociais bancados pelo BRB”, afirmou.
O projeto foi aprovado em dois turnos, por 14 votos a 10, após quase cinco horas de discussão em plenário. Nos bastidores, a atuação de Roosevelt Vilela foi apontada como decisiva para consolidar a base favorável à matéria, em meio às críticas da oposição ao uso de patrimônio público como garantia para operações de crédito de grande volume.
Alinhado à agenda econômica do governo Ibaneis Rocha, o deputado argumentou que a capitalização do banco é condição para preservar linhas de crédito habitacional, financiamentos para servidores e iniciativas de inclusão produtiva mantidas pelo BRB. Segundo ele, o reforço de capital permitirá ao banco cumprir as normas prudenciais impostas pelo Banco Central e seguir operando com segurança.
Com a sanção já publicada pelo Executivo, o caminho está aberto para a reestruturação financeira da instituição e para a implementação das medidas previstas no projeto. Para Roosevelt Vilela, o resultado da votação reforça a mensagem de que a Câmara Legislativa está disposta a proteger ativos considerados estratégicos para o DF e a estabilidade econômica da capital.







