A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou como Thiago Oliveira Lima, de 37 anos, o fonoaudiólogo preso nesta quarta-feira (11) suspeito de estuprar uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso é investigado pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul.
Segundo as investigações, o profissional trabalhava em uma clínica especializada no atendimento de crianças com autismo. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido durante uma sessão realizada em dezembro de 2025. A vítima possui autismo não verbal, o que dificultou o relato direto do ocorrido.
A investigação começou após a mãe da criança desconfiar da situação logo depois do atendimento. De acordo com o relato, a menina saiu da consulta em crise e chorando muito. Ao trocar a fralda da filha, a mãe encontrou um fio de cabelo que não seria da criança e percebeu algo incomum nas roupas utilizadas durante a sessão.
A mulher registrou ocorrência e entregou às autoridades as vestimentas usadas pela filha no dia do atendimento. Exames periciais realizados posteriormente identificaram a presença de espermatozoides nas roupas da criança.
Durante a operação policial, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do investigado e na clínica onde ele trabalhava. No imóvel foram apreendidos um computador, um celular e outros materiais que podem ser usados em exames de comparação genética. Também foram coletados vestígios biológicos que serão analisados por meio de testes de DNA.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Elizabeth Frade, após a divulgação da prisão, pais de outras três crianças — de 2, 5 e 8 anos — procuraram a 21ª Delegacia de Polícia para registrar novas ocorrências. Segundo relatos, algumas crianças apresentavam comportamento incomum após as consultas, como crises de choro e nervosismo.
Em um dos casos, uma mãe afirmou que o filho demonstrava desconforto e pediu para não voltar a ser atendido pelo profissional. Após questionar a criança, ela teria recebido um relato de abuso ocorrido durante uma sessão. Outra mãe contou à polícia que chegou a encontrar o investigado com uma criança no colo dentro da clínica, situação que gerou desconfiança.
As novas denúncias serão investigadas e as famílias devem ser ouvidas pela polícia.
Em nota, o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 5ª Região, responsável pelo Distrito Federal, informou que repudia qualquer conduta que viole a dignidade e os direitos dos pacientes, especialmente quando envolve crianças ou pessoas em situação de vulnerabilidade.






