O tempo de espera para início do atendimento oncológico na rede pública do Distrito Federal caiu 80%, segundo balanço divulgado pelo Governo do DF nesta quarta-feira (4/2), em Brasília. O resultado é atribuído ao programa “O câncer não espera. O GDF também não”, lançado em 2025 para acelerar consultas, exames e início de tratamento.
De acordo com dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), o tempo médio para a primeira consulta oncológica passou de 81 para 16 dias ao longo de 2025, após a implementação do programa. No caso da radioterapia, a espera foi reduzida em 70%: de 87 para 26 dias entre o encaminhamento e o início do procedimento.
Desde o início da iniciativa, mais de 4,6 mil pacientes já foram atendidos e cerca de 3 mil seguem em tratamento ativo na rede pública. O foco é reduzir filas, organizar o fluxo assistencial e garantir que o paciente com câncer chegue mais rápido às etapas decisivas do cuidado, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Criado em julho de 2025, o programa reúne ações de prevenção, diagnóstico precoce e ampliação da capacidade de atendimento, tanto com oferta própria da rede quanto por meio de serviços complementares contratados. A estratégia inclui revisão das filas de regulação, identificação de pacientes com maior tempo de espera e redistribuição da demanda entre as unidades habilitadas.
Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, os números refletem um impacto direto na vida dos pacientes. “Cada dia de espera faz diferença para quem enfrenta um diagnóstico de câncer. Esses números mostram que estamos avançando e reforçam o nosso compromisso em ampliar o acesso, reduzir filas e qualificar o cuidado em toda a rede”, afirmou.
O programa atende moradores de todas as regiões do DF, incluindo pacientes do Entorno com diagnóstico confirmado. Entre os tipos de câncer mais frequentes entre os atendidos estão próstata, mama, cólon e pulmão, com maior incidência na faixa etária entre 55 e 70 anos.
O acesso começa pela inclusão na fila de regulação para a primeira consulta oncológica. A partir daí, o paciente é contatado pela Central de Regulação do DF e passa por triagem especializada. Definida a unidade de referência, ele inicia o tratamento e tem o percurso assistencial acompanhado por equipe multiprofissional, com retornos programados à Unidade Básica de Saúde conforme a evolução clínica.
Durante todo o processo, as equipes monitoram as etapas de investigação e terapêutica — da confirmação diagnóstica aos procedimentos de alta complexidade. A proposta é evitar interrupções, diminuir deslocamentos desnecessários e garantir que o paciente não fique perdido entre serviços ou aguardando retorno sem acompanhamento.
Segundo a SES-DF, a meta agora é consolidar o modelo como política permanente, ampliar a capacidade de atendimento e manter o tempo de espera em patamares cada vez menores, alinhados às recomendações nacionais para tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS).








