O Tribunal do Júri de Brasília aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o soldado Kelvin Barros da Silva, acusado de matar Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, em dezembro de 2025. Com a decisão, ele passa à condição de réu e responderá na Justiça comum pelos crimes de feminicídio e destruição de cadáver.
Segundo a denúncia, acolhida nesta quarta-feira (7/1), o crime ocorreu no dia 5 de dezembro. Após esfaquear a vítima, Kelvin teria ateado fogo ao local, o que resultou na carbonização do corpo da jovem. Em seguida, ele deixou a área sem levantar suspeitas. A destruição do corpo motivou a acusação adicional de destruição de cadáver.
O MPDFT classificou o caso como feminicídio por entender que houve menosprezo e discriminação à condição de mulher. A Promotoria também apontou agravantes, como a crueldade da ação e a ausência de possibilidade de defesa por parte da vítima.
Embora o crime tenha ocorrido dentro de uma unidade do Exército, a Justiça do Distrito Federal acatou o entendimento do Ministério Público de que o caso não está ligado à atividade militar. Com isso, a competência para o julgamento fica com o Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.
De acordo com a Promotoria, a decisão garante que a sociedade participe do julgamento por meio do júri popular. Já os crimes de natureza militar que tenham relação com o caso continuam sob responsabilidade da Justiça Militar da União.







