STF recusa investigar Flávio Dino por atos de vandalismo em Brasília

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta segunda-feira (16/1), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido do deputado eleito Nikolas Ferreira (PL-MG) para investigar o ministro da Justiça, Flávio Dino, por omissão, durante os protestos na Praça dos Três Poderes, no último dia 8.

Ferreira alegou haver indícios de que Dino tinha prévio conhecimento a respeito das invasões às sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Segundo o parlamentar, a informação chegou ao ministro por diversos órgãos internos do governo federal, como a Agência Nacional de Inteligência, além de ter sido amplamente divulgada pelos meios de comunicação, notadamente nas redes sociais. Dessa forma, Ferreira defendeu o afastamento cautelar de Dino, que não teria condições de permanecer no cargo.

Após investigações comandadas pelo interventor federal da Segurança Pública do DF, Ricardo Capelli, evidencia-se que o governador do Distrito Federal, pode ter sido vítima de uma possível sabotagem,  orquestradas pelos seus próprios auxiliares, responsáveis pelo sistema de Segurança Pública. “Após o Anderson Torres ter assumido a secretaria, ele exonerou boa parte do comando, e viajou aos Estados Unidos sem estar de férias, uma vez que, segundo o Diário Oficial do DF, suas férias teriam início no dia 9, após o ocorrido”, disse o interventor.

Foi baseada nesses elementos, que o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão imediata do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Fábio Augusto, que já se encontra recolhido, além de decretar a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do DF, e ex-ministro da justiça, Anderson Torres, que se apresentou para cumprir a decisão da justiça.

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