Suspeito de estupro que mantinha mulher em cárcere é preso em hotel no DF

Foto: Reprodução

Um homem de 40 anos foi preso nesta sexta-feira (13/2) em um hotel do Paranoá, no Distrito Federal, suspeito de estuprar e manter em cárcere privado uma mulher em Brazlândia. O crime teria ocorrido na última segunda-feira (9/2), após a vítima ser atraída até o apartamento dele sob pretexto de trabalho remunerado.

O investigado foi identificado como Geovane Vieira Campos, de 40 anos. De acordo com as apurações, ele teria chamado a mulher para o imóvel onde morava, no Setor Norte de Brazlândia, oferecendo pagamento de R$ 200 por um suposto serviço. Em situação de dificuldade financeira, a vítima aceitou o convite e foi até o endereço.

Ao chegar ao local, porém, ela teria sido impedida de sair e mantida dentro do apartamento por cerca de sete horas. Nesse período, segundo o relato, sofreu violência sexual e foi ameaçada repetidas vezes. Geovane teria dito que agia em nome da facção criminosa Comboio do Cão (CDC) e que o ataque seria uma vingança ligada a uma suposta traição atribuída ao irmão da vítima.

A investigação aponta que o suspeito usou um simulacro de arma de fogo, parecido com uma pistola, além de facas e uma seringa com substância desconhecida para intimidar a mulher. Ele teria afirmado que poderia injetar o conteúdo caso ela tentasse reagir ou fugir, aumentando ainda mais o clima de medo.

Em determinado momento, a vítima percebeu que a porta do apartamento estava destrancada. Aproveitando a brecha, conseguiu correr para fora do imóvel e pedir ajuda a moradores da região. Ainda conforme a polícia, o suspeito chegou a persegui-la na rua, mas desistiu pouco depois.

Equipes de segurança foram acionadas, preservaram o local do crime e apreenderam uma arma de pressão usada para coagir a mulher. O apartamento passou por perícia, com coleta de vestígios e materiais biológicos que devem auxiliar na comprovação da materialidade dos crimes investigados.

Geovane Vieira Campos já tem passagens anteriores por estupro, latrocínio, ocultação de cadáver e violência doméstica. Agora, ele permanece preso preventivamente enquanto o inquérito segue em andamento.

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