A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) avalia a interdição do trânsito de veículos em um raio entre 200 e 300 metros, das 6h às 11h, no dia da implosão do Hotel Torre Palace, marcada para 25 de janeiro. O esquema de segurança ainda está em fase final de elaboração e deve ser divulgado nos próximos dias.
Para alinhar as ações, representantes de diversos órgãos se reuniram na segunda-feira (12/1), no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). No encontro, foram discutidos pontos como desvios de trânsito, bloqueio de vias e medidas de segurança para moradores, hotéis e comércios do entorno. A reunião foi coordenada pelo subsecretário de Operações Integradas da SSP, coronel Carlos Melo, e contou com a participação de integrantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
A demolição será acompanhada por equipes da Secretaria de Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran e representantes dos estabelecimentos próximos ao prédio. A implosão estava prevista inicialmente para 21 de dezembro de 2025, mas foi adiada para 25 de janeiro a pedido do Exército Brasileiro, responsável pela autorização e fiscalização do uso de explosivos, para melhor organização da logística.
O procedimento será executado a partir das 10h pela empresa RVS Construções e Demolições. Segundo informações técnicas, foram realizados 938 furos na estrutura do edifício, com o uso de 165,56 quilos de explosivos. O material será instalado em cinco pavimentos, e o colapso foi planejado com leve inclinação para o leste, a fim de reduzir a dispersão de resíduos em direção ao Eixo Monumental.
Fechado desde 2013, o Torre Palace está localizado no Setor Hoteleiro Norte e ficou abandonado por anos, tornando-se alvo de invasões e depredações. O prédio foi adquirido por um grupo do setor hoteleiro, que pretende construir um novo empreendimento no local.
Considerado um dos hotéis mais tradicionais de Brasília, o Torre Palace foi idealizado pelo empresário Jibran El-Hadj e, durante décadas, hospedou autoridades, diplomatas, empresários e artistas. Após a morte do fundador, o imóvel entrou em decadência e passou a representar um problema urbano na região central da capital.






