Passageiras que há anos reclamam da falta de segurança em corridas de aplicativo começam a ver, aos poucos, uma mudança de cenário. Em resposta à rejeição crescente das mulheres à sensação de vulnerabilidade dentro dos carros, a Uber anunciou a expansão do recurso Uber Mulher, que permite solicitar viagens preferencialmente com motoristas mulheres, para 13 capitais brasileiras, entre elas Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
A ferramenta nasce diretamente do acúmulo de relatos de assédio e violência contra passageiras, que passaram a evitar corridas à noite, em trajetos longos ou sozinhas. Ao oferecer a opção de escolher quem conduz o veículo, a plataforma tenta responder a esse recado: cada vez mais mulheres se recusam a normalizar o medo como parte do deslocamento diário.
Segundo a empresa, o recurso atende a um pedido antigo das usuárias. “A ferramenta Uber Mulher é uma demanda antiga das brasileiras, que relatam sentir-se mais confortáveis ao encontrar uma motorista mulher na viagem”, informou a companhia. A proposta é dar maior autonomia às passageiras, ampliando a sensação de segurança e controle sobre o trajeto.
Antes de chegar às capitais, o Uber Mulher passou por uma fase de testes iniciada em outubro do ano passado. A avaliação positiva dessa experiência levou à nova etapa de ampliação. De acordo com a Uber, a expansão será gradual, acompanhando de perto o retorno de usuárias e motoristas parceiras para definir os próximos passos.





