Construído para concentrar serviços públicos, mas mantido sem ocupação integral durante 12 anos, o Centrad começou finalmente a receber servidores. A mudança teve início na sexta-feira (4/9) e representa o primeiro passo para retirar da condição de subutilização uma das maiores estruturas administrativas da capital.
O Governo do Distrito Federal (GDF) formalizou a ocupação inicial do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), conhecido como Centrad. Nesta primeira etapa, cerca de 30% do complexo serão utilizados por pelo menos seis órgãos da administração local.
A Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF) foi a primeira pasta a iniciar a transferência. A própria secretaria também participa das intervenções necessárias para preparar os demais espaços e permitir que novas equipes sejam instaladas gradualmente.
Localizado na Avenida Elmo Serejo, entre Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, o complexo possui 16 edifícios distribuídos por uma área de aproximadamente 182 mil metros quadrados. A estrutura foi concluída em 2014, mas enfrentou entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas relacionadas aos custos e pagamentos do empreendimento.
A transferência não significa que todo o Centrad esteja pronto para receber imediatamente os órgãos públicos. Apenas a parte contemplada nesta primeira fase conta com as autorizações necessárias, entre elas a carta de habite-se e a análise de impacto no trânsito.
Outros espaços ainda dependem de manutenção e adequações. Entre os serviços levantados estão reparos em calçadas e calhas, impermeabilização de lajes, recuperação do paisagismo, limpeza e manutenção dos elevadores.
O planejamento divulgado anteriormente incluía órgãos como as secretarias de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação e Governo, além da Casa Civil e da Casa Militar. Como o cronograma passou por ajustes ao longo dos últimos meses, a composição de cada etapa poderá ser modificada conforme as condições dos edifícios.
A administração também informou que não pretende comprar novos móveis para a mudança. Mesas, cadeiras, armários e outros equipamentos já pertencentes ao patrimônio público deverão ser reaproveitados.
A governadora Celina Leão afirmou que a utilização do Centrad poderá proporcionar uma economia anual de R$ 168 milhões aos cofres públicos. O cálculo está relacionado aos aproximadamente R$ 14 milhões que a administração distrital desembolsa mensalmente com imóveis alugados.
O valor, no entanto, representa uma projeção para a redução mais ampla dessas despesas. A ocupação inicial de 30% não significa que toda a economia será alcançada imediatamente. O resultado efetivo dependerá da quantidade de contratos encerrados, dos órgãos transferidos e dos gastos necessários para adaptar e manter o complexo.
A centralização pode reduzir aluguéis e aproximar setores que atualmente funcionam em diferentes regiões. Também poderá facilitar a comunicação entre órgãos, diminuir deslocamentos internos e concentrar serviços administrativos em um mesmo endereço.







