A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um casal investigado por um esquema de desvio de recursos de uma empresa de sorteios no Distrito Federal. A ação foi realizada por agentes da 19ª Delegacia de Polícia, durante a Operação Game Over.
Segundo as investigações, os suspeitos são Lucas Chereze e Jaqueline Almeida. De acordo com a polícia, Lucas ocupava um cargo de confiança como diretor financeiro da empresa e teria utilizado o acesso às contas para abrir contas bancárias paralelas, direcionar depósitos feitos por distribuidores e realizar transferências e saques sem autorização.
A PCDF apura que os desvios ocorreram ao longo de pelo menos um ano e podem ter causado um prejuízo próximo de R$ 3 milhões. Parte do dinheiro teria sido utilizada para financiar viagens internacionais, compra de veículos de luxo, imóveis e a criação de uma plataforma concorrente de sorteios chamada Brasília Solidária.
As prisões foram decretadas após a polícia identificar que o casal estaria ameaçando testemunhas e se preparando para deixar o país. Conforme o delegado responsável pelo caso, os investigados tinham viagem marcada para os Estados Unidos na segunda-feira (15), o que reforçou a necessidade do cumprimento das medidas judiciais.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam duas pistolas, uma espingarda, passaportes, cofres, cartões bancários, maquininhas de pagamento, um veículo de luxo e outros automóveis ligados à empresa investigada.
Além das suspeitas de fraude financeira, Lucas também é investigado por supostas ameaças a ex-funcionários e testemunhas para dificultar as investigações. Uma cantora sertaneja relatou à polícia ter sofrido intimidações e prejuízos financeiros após firmar contrato com o empresário.
O casal responderá pelos crimes de apropriação indébita qualificada, lavagem de dinheiro, coação no curso do processo e associação criminosa. Um terceiro investigado, apontado como sócio dos suspeitos, continua foragido. Segundo a polícia, as penas previstas para os crimes investigados podem chegar a 20 anos de prisão.








