A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (6/10) que a privatização do Banco de Brasília (BRB) está descartada. Segundo ela, a informação sobre a escolha de uma instituição financeira para avaliar o valor de mercado do banco é falsa.
“Nós estamos também conversando para pegar esse financiamento também internacional, para não depender de um sindicato de bancos aqui. Nós temos outras saídas também, mas não tem isso aí, está descartada completamente [a desestatização]”, disse Celina após encontro com candidatos da coligação Propósito e Ação, no Centro de Convenções Ulysses.
A governadora afirmou ainda que o BRB está firme e que há alternativas para ajudar na recuperação da instituição. Em 17 de setembro, ela se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em aportar recursos no banco.
“Eles estão falando isso desde o primeiro turno para desestabilizar. Eu acho que esse tipo de notícia é tão negativa. O banco BRB está firme, nós estamos”, afirmou.
Veja:
Eleições
Celina também comentou o resultado do primeiro turno para a Presidência da República. Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 56.104.268 votos (47,03%), enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 53.876.617 votos (45,16%). Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.
Para a governadora, o resultado representa um recado do eleitorado brasileiro. Ela também defendeu a autonomia dos Poderes e criticou decisões judiciais que, segundo ela, interferem em debates eleitorais e na atuação da imprensa.
“Essa eleição é uma eleição de responsabilidade. É o que eu sempre falo: ninguém quer um Supremo que esteja invadindo competência, mas ninguém quer um Supremo, também, que não tenha a sua autonomia”, declarou.
Celina ainda afirmou que as eleições vão definir os rumos do país e citou mudanças na composição do Senado. Durante a campanha, candidatos de direita defenderam o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eleitores confundiram número 22
A candidata também comentou os 26.603 votos anulados no primeiro turno por eleitores que digitaram o número 22 para governador do DF. O número é utilizado pelo Partido Liberal (PL), que não lançou candidato próprio ao Palácio do Buriti, mas integrou a coligação de Celina, cujo número na urna é 11.
Segundo a governadora, alguns eleitores chegaram a acreditar que havia um problema nas urnas.
“Muita gente me ligou no dia achando que as urnas estavam erradas e aí fica aquelas teorias malucas, mas não era isso. Era que as pessoas estavam digitando o número 22”, disse.
Celina recebeu 825.530 votos no primeiro turno e ficou a 168 votos de ser eleita. Ela venceu na maioria das regiões do DF, mas perdeu para Leandro Grass (PT) na Asa Norte e na Asa Sul.
Busca por votos do centro
Para o segundo turno, Celina afirmou que pretende buscar eleitores de centro e pessoas que não compareceram às urnas na primeira etapa.
“Nós temos muitos eleitores de centro. Falar que nós não temos eleitores de centro? Claro que tem. Mas o eleitor de centro, com o que ele está vendo, está fazendo uma opção, e a opção não é o PT”, afirmou.
Celina disse ainda que ela, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro devem atuar juntas na campanha de Flávio Bolsonaro no DF. A estratégia, segundo a governadora, será apresentar propostas para conquistar eleitores que não se identificaram com os projetos apresentados no primeiro turno.
Entre os temas que pretende destacar, Celina citou a economia e defendeu o controle dos gastos públicos, a redução dos juros e o aumento do poder de compra da população.








