A chuva e a ventania que atingiram a região central de Brasília no início da tarde desta terça-feira (15) derrubaram uma das tendas montadas na área externa do Supremo Tribunal Federal (STF) e afastaram manifestantes que acompanhavam a sessão sobre o ministro Alexandre de Moraes.
A estrutura servia de apoio a jornalistas que estavam no local para cobrir e transmitir o julgamento. Ninguém ficou ferido e, até a última atualização, não havia registro de danos a equipamentos.
A manhã começou com sol forte, mas o tempo mudou na hora do almoço, com céu fechado, ventos fortes e pancadas de chuva. Parte da tenda montada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) chegou a ser sustentada pelos próprios profissionais.
O perímetro do STF e da Praça dos Três Poderes havia sido isolado devido à expectativa em torno da análise do relatório da Polícia Federal que reúne 52 mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes.
Durante a chuva, apenas um homem vestido com uma camisa da Seleção Brasileira permaneceu no local e continuou protestando contra o ministro.
O esquema de segurança também incluiu regras mais rígidas para o acesso ao STF. Servidores, jornalistas e o público passaram por detectores de metal e equipamentos de raio X. A entrada no plenário ficou restrita a pessoas autorizadas pelo cerimonial, e o uso de celulares, alimentos e bebidas foi proibido durante a sessão.
Também não foram permitidas manifestações dos espectadores. Na área externa, a Praça dos Três Poderes e os arredores do STF foram isolados, enquanto o trânsito permaneceu liberado. Manifestantes e turistas só puderam permanecer na área anterior ao Congresso Nacional.
O monitoramento contou ainda com drones da Polícia Militar, câmeras e uma célula de inteligência formada por 22 órgãos de segurança distritais e federais. O grupo foi ativado em agosto para reforçar a segurança da capital durante as eleições de 2026 e deve funcionar até janeiro.










