Vídeo: Damares pede bloqueio de bens pessoais e denuncia relação de banqueiro investigado no caso Master com políticos do DF

Foto: Rafael Fogaça/AscomSDA

A nova fase da Operação Compliance Zero reacendeu, em Brasília, uma pergunta que vai além dos alvos da Polícia Federal: até onde as suspeitas envolvendo o Banco Master podem atingir operações relacionadas ao Banco de Brasília?

Foi nesse ponto que a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu concentrar sua reação. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que pretende levar o caso à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para discutir as ramificações da investigação e cobrar medidas de proteção ao BRB.

A ofensiva ocorre após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta-feira (18/06), uma nova etapa da apuração sobre supostas irregularidades ligadas ao Banco Master. A fase teve como alvos, entre outros nomes, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Damares passou a mirar especialmente a relação de Augusto Lima com o Distrito Federal. No vídeo, a senadora disse que o empresário tem “grande penetração” na capital e citou a proximidade dele com figuras da política local.

A parlamentar também afirmou que Lima é casado com a ex-esposa do ex-governador José Roberto Arruda. A declaração foi usada por ela para reforçar a necessidade de o Senado acompanhar a dimensão política e financeira do caso.

O nome de Augusto Lima voltou ao centro da investigação nesta nova fase da Compliance Zero. Segundo a CNN Brasil, ele é ex-sócio de Vorcaro e foi alvo de mandados cumpridos pela Polícia Federal no desdobramento mais recente da operação.

A preocupação de Damares está ligada ao BRB, banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal. A parlamentar defende que eventuais prejuízos sejam ressarcidos e cobra o bloqueio de bens pessoais dos envolvidos, caso sejam confirmadas fraudes.

“Os fraudadores corruptos que se envolveram no esquema do BRB precisam ter seus bens pessoais bloqueados, e esse dinheiro tem que voltar para o BRB”, afirmou a senadora.

 

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Agora, Damares quer que a CAE aprofunde o escrutínio sobre as operações, os vínculos dos investigados com Brasília e os mecanismos de proteção ao banco público.

A senadora também defende que o Senado acompanhe os desdobramentos da operação para evitar que eventuais perdas recaiam sobre a população do Distrito Federal.

A Polícia Federal apura, nesta etapa da Compliance Zero, suspeitas que podem caracterizar crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também foram determinadas medidas cautelares, como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes.

Até o momento, os investigados não foram condenados. As responsabilidades individuais ainda dependem do avanço das apurações, da análise das provas e de eventual manifestação do Judiciário.

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