Vídeo: Festa com som alto termina com prisão e discussão entre PMs e policial penal no DF

Foto: Reprodução

Uma ocorrência de perturbação do sossego terminou em confusão na Estrutural, no domingo (2). Um policial penal foi detido e encaminhado à 8ª Delegacia de Polícia após um desentendimento com policiais militares durante o atendimento da ocorrência.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), equipes do 17º Batalhão foram acionadas pelo Centro de Operações (Copom) após um morador denunciar o volume elevado do som de uma festa em uma chácara vizinha. De acordo com a corporação, o denunciante informou que estava se recuperando de uma cirurgia e não conseguia descansar devido ao barulho.

No local, os policiais confirmaram a perturbação do sossego e identificaram a responsável pela residência, que foi informada sobre a possibilidade de assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Ainda conforme a PMDF, convidados passaram a questionar a atuação da equipe e alegaram que o som só precisaria ser reduzido após as 22h. A corporação ressaltou que esse tipo de infração pode ocorrer em qualquer horário.

A PM informou que, quando outra equipe retornou ao endereço para recolher os equipamentos de som, um homem, identificado posteriormente como policial penal, teria interferido na ocorrência, orientando a responsável pela festa a não assinar o TCO e proferindo ofensas contra os militares. Segundo a corporação, ele foi preso pelos crimes de desobediência, desacato e resistência. A arma funcional do policial penal foi apreendida durante a abordagem e, posteriormente, entregue pela Polícia Civil ao diretor-adjunto da Polícia Penal.

A defesa do policial penal, representada pela advogada Elizama Amorim, contesta a versão apresentada pela PMDF. Segundo ela, Bruno Teixeira tentou se identificar com a carteira funcional, mas o documento teria sido retirado de suas mãos antes da conclusão da identificação. A defesa afirma ainda que ele foi derrubado, algemado e submetido ao uso da força, mesmo sem oferecer resistência, além de relatar que houve tratamento degradante durante a condução à delegacia. As informações são do Metrópoles.

A advogada também afirmou que há indícios de discriminação racial, alegando que outros policiais penais presentes não teriam sido abordados da mesma forma. A defesa informou que pretende acionar o Ministério Público e a Ouvidoria para que sejam apurados possíveis casos de abuso de autoridade, uso excessivo da força e eventual discriminação racial.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) informou que acompanha o caso e adotará as medidas administrativas cabíveis, sem prejuízo das investigações conduzidas pelas autoridades competentes. A pasta destacou que os policiais penais envolvidos não estavam em serviço no momento da ocorrência e que as circunstâncias do episódio serão apuradas.

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