Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, decidiu se mudar para o Distrito Federal com os três filhos após ser resgatada de um cativeiro em Águas Lindas de Goiás. A mudança foi anunciada na quarta-feira (26/8), durante encontro com representantes do governo local.
O Governo do Distrito Federal (GDF) ofereceu acolhimento e encaminhamento à rede de proteção destinada às mulheres vítimas de violência. Entre as medidas apresentadas estão o Aluguel Social, o acompanhamento psicológico e o programa Viva Flor.
Mais do que uma troca de endereço, a decisão representa a tentativa de reconstruir a vida longe do cenário onde Emiliane viveu os dias mais difíceis de sua história. A jovem afirmou que não tinha condições financeiras de deixar a cidade sozinha com as crianças, mas passou a enxergar uma nova possibilidade após receber apoio.
A governadora Celina Leão declarou que a vítima poderá ficar sob a proteção dos programas mantidos pelo Distrito Federal. O encontro também teve a participação do secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, e da secretária da Mulher, Jackeline Aguiar.
O Viva Flor permite que mulheres classificadas em situação de risco grave ou extremo acionem atendimento policial prioritário por meio de um aplicativo ou dispositivo de proteção. A inclusão depende de registro da ocorrência, avaliação do risco e cumprimento dos critérios do programa, segundo a Agência Brasília.
Emiliane desapareceu em 17 de agosto, depois de sair de uma clínica em Águas Lindas. Ela foi encontrada em 21 de agosto, após passar cinco dias mantida contra a vontade em um imóvel da cidade.
Segundo a Polícia Militar de Goiás (PMGO), a jovem estava imobilizada quando foi localizada. O ex-companheiro dela foi preso e teve a prisão convertida em preventiva. A Polícia Civil continua investigando o caso.
A defesa do suspeito declarou anteriormente que as investigações ainda estavam em andamento e considerou prematuras conclusões definitivas sobre os fatos. A apuração deve esclarecer todas as circunstâncias e as responsabilidades criminais.
A mudança para Brasília abre uma nova etapa para Emiliane e os filhos: a de transformar o acolhimento emergencial em segurança duradoura, moradia e independência. O caso também expõe a importância de uma rede pública capaz de agir antes que ameaças se transformem em violência extrema.









