Um adolescente de 19 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após usar uma plataforma de jogos on-line para se aproximar de uma menina, invadir o computador dela e chantageá-la com exigências de cunho sexual. A vítima, é uma menina moradora de Taguatinga.
De acordo com a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), o jovem conheceu a vítima em um jogo on-line bastante utilizado pelo público infantojuvenil. A relação começou como amizade virtual, evoluiu para um relacionamento à distância e durou alguns meses, até que a adolescente decidiu encerrar o contato. A recusa não foi aceita pelo rapaz, que passou a agir de forma cada vez mais invasiva.
Após o término, o investigado conseguiu acesso ao computador da menina e, segundo a PCDF, passou a extorquir a vítima: exigia que o relacionamento fosse retomado e que ela praticasse atos sexuais em frente à câmera, para serem gravados. As ameaças envolviam coerção psicológica e pressão constante, típica de casos em que o agressor se aproveita da vulnerabilidade emocional da vítima.
A situação só veio à tona quando familiares perceberam que havia algo errado no comportamento da adolescente e tiveram acesso a mensagens com teor ameaçador. A família procurou imediatamente a delegacia e registrou a ocorrência no fim de 2025. A partir daí, a Polícia Civil identificou o suspeito e pediu à Justiça mandado de prisão temporária e de busca e apreensão.
Nesta quarta-feira (4/2), a PCDF cumpriu os mandados na casa do investigado, em Bauru (SP). Ele foi detido e encaminhado à carceragem local. Segundo a corporação, o jovem poderá responder por extorsão, invasão de dispositivo informático e armazenamento de imagens de cena de sexo envolvendo adolescente, crimes previstos na legislação penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Como proteger crianças e adolescentes em jogos on-line
Casos como esse reforçam a importância de que pais e responsáveis:
• Acompanhem de perto com quem os filhos jogam e conversam on-line, perguntando de forma aberta sobre amizades virtuais e “convites estranhos”.
• Estabeleçam regras claras para uso de jogos e chats, como não enviar fotos íntimas, não compartilhar dados pessoais (endereço, escola, telefone) e nunca aceitar encontros presenciais sem a presença de um adulto.
• Monitorem dispositivos dentro de limites saudáveis de privacidade, com atenção redobrada quando houver mudanças bruscas de humor, isolamento ou medo de usar o celular na frente da família.
Em situações de suspeita de abuso, extorsão ou ameaça:
• Guarde prints, links, nomes de usuários e conversas — essas provas são fundamentais para a investigação.
• Procure imediatamente uma delegacia (preferencialmente especializada em crimes contra crianças e adolescentes) ou ligue para os canais oficiais de denúncia, como o 197 (PCDF) ou o 190 em caso de emergência.
• Nunca culpe a vítima: a responsabilidade é sempre de quem comete o crime. O acolhimento familiar é decisivo para que o adolescente confie e colabore com a investigação.








