Vídeo: “Maior ajuste fiscal é tirar Lula”, diz Flávio Bolsonaro na Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”. A declaração foi dada na noite de sexta-feira (16/10), em sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, um dia depois da entrevista do presidente Lula (PT).

Questionado sobre as contas públicas, Flávio negou que pretenda mexer nos direitos que, segundo ele, a campanha adversária diz estarem ameaçados. Ao ser perguntado se manteria os reajustes do salário mínimo acima da inflação, respondeu “sim”. Também descartou desvincular as aposentadorias do piso nacional e alterar a Constituição para acabar com os gastos mínimos obrigatórios em saúde e educação. O plano de governo do candidato prevê o corte de pelo menos dez ministérios.

O senador acusou o adversário de espalhar desinformação. “O meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima de servidores públicos”, disse, citando a acusação de que privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras e acabaria com aposentadorias. Sobre a escala 6×1, cujo fim foi promulgado pelo Congresso no mesmo dia, explicou a mudança de posição (“eu ouvi muitos trabalhadores e votei conforme o que ouvi nas ruas”) e disse que não tentará reverter a medida.

Flávio afirmou que um cargo para o pai, Jair Bolsonaro, “não está no radar”, embora pretenda consultá-lo, e que o irmão Eduardo não comandará a política externa. Sobre o dinheiro de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no filme sobre Jair Bolsonaro, disse que os recursos serviram para concluir a produção e negou contrapartidas. Em relação a ministros do Supremo citados no caso, afirmou que “todo mundo tem que estar abaixo da lei”. Ele também voltou a defender o impeachment de Alexandre de Moraes.

Sobre os atos de 8 de janeiro, defendeu a punição de quem depredou e agrediu, mas questionou a classificação de tentativa de golpe. Perguntado diretamente, disse que respeitará o resultado das urnas. Afirmou ainda que não governará pensando em reeleição e defendeu o acesso a armas para quem cumpre os requisitos legais.

Lula e Flávio se enfrentam no domingo (18/10), às 20h, no debate da Band, o primeiro do segundo turno. O último encontro está marcado para 23 de outubro, na Globo. A votação será em 25 de outubro.

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