Neste sábado (18/04), o novo secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, colocou o combate ao feminicídio no centro da entrevista ao programa Vozes da Comunidade.
Ao falar sobre o tema, ele defendeu que a prevenção precisa passar pela educação e fez um apelo para que casos de violência sejam denunciados antes que cheguem ao desfecho mais grave.
Segundo o secretário, o enfrentamento ao feminicídio não pode ficar restrito à reação policial depois do crime. Na avaliação dele, a atuação do poder público precisa avançar principalmente na formação, na conscientização e na mudança de comportamento, para interromper ciclos de violência ainda nos primeiros sinais.
Durante a entrevista, ele também pediu que a rede de pessoas ao redor da vítima não se cale. O apelo foi direcionado não só às mulheres ameaçadas, mas também a parentes, vizinhos e outras pessoas próximas que percebam situações de agressão ou risco dentro de casa.
A fala mais forte da entrevista veio quando o secretário resumiu a resposta dada pelo sistema de segurança aos autores desse tipo de crime. Segundo ele, “não tem um feminicida que não esteja preso” e, em alguns casos, após o assassinato, o agressor também tira a própria vida. No mesmo trecho, ele reforça que, no Distrito Federal, os autores de feminicídio estão “presos ou mortos”.
A declaração foi usada para sustentar que a repressão, segundo a leitura da secretaria, tem alcançado os autores desses crimes








