Vídeo: Operação nacional contra abuso sexual infantil prende suspeito no DF

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) participou, na manhã desta quarta-feira (24), da Operação Pharos III, uma ação realizada em diversos estados do país para combater o compartilhamento e o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.

No Distrito Federal, um homem de 22 anos foi preso em Arniqueiras por força de um mandado de prisão preventiva. Os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, onde recolheram dispositivos eletrônicos que serão analisados pela perícia.

A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior, e contou com a atuação conjunta das polícias civis do Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Pernambuco.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam utilizado plataformas de mensagens para trocar arquivos contendo material de abuso sexual infantil. A identificação dos investigados foi possível após a análise de dados extraídos de um celular apreendido durante a primeira fase da operação, iniciada a partir de uma investigação da Delegacia de Polícia de Palmas, no Paraná.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As medidas judiciais tiveram como objetivo prender os investigados e recolher equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das apurações.

A operação contou ainda com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Houve também colaboração da Homeland Security Investigations (HSI), agência dos Estados Unidos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somadas, as penas máximas podem chegar a 10 anos de prisão.

De acordo com a PCDF, a operação reforça a importância da atuação integrada entre as forças de segurança no combate aos crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital.

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