Na manhã desta quarta-feira (25/2), alunos do Centro Educacional 01 do Itapoã foram obrigados a fazer flexões e ficar de joelhos no pátio da escola, após uma repreensão disciplinar que acabou registrada em vídeo e circulou entre pais e responsáveis. As imagens mostram grupos de estudantes cumprindo a “punição” diante de um adulto uniformizado.
A direção da unidade confirmou que a cena ocorreu dentro da escola, que funciona sob o modelo cívico-militar. Nas gravações, é possível ver adolescentes de uniforme escolar sendo orientados a assumir posição de flexão e, em seguida, permanecendo ajoelhados no chão, sob supervisão de um policial fardado.
De acordo com relatos encaminhados à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), o episódio teria começado porque parte dos alunos usava blusas de frio em cores consideradas fora do padrão definido internamente. A aplicação de castigo físico como forma de disciplina gerou preocupação entre famílias e reabriu o debate sobre limites de atuação de agentes de segurança em ambiente escolar.
Em nota, a SEE-DF informou que tomou conhecimento do caso assim que o vídeo chegou à pasta e classificou a condução da situação como um “equívoco”. O órgão disse ainda que acionou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) para que fossem adotadas medidas imediatas em relação aos responsáveis pela abordagem.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) confirmou que os militares que atuavam no CED 01 do Itapoã foram afastados das funções na escola e substituídos. A corporação ressaltou que “não compactua com qualquer prática que possa ser interpretada como constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar” e garantiu que o procedimento interno vai apurar responsabilidades.
Segundo a SEE-DF, o caso será analisado em detalhes, com abertura de processo para esclarecer todas as circunstâncias da punição e, se necessário, aplicar sanções administrativas. A pasta também reforçou que ações disciplinares devem respeitar a integridade física e emocional dos estudantes, mesmo em escolas que adotam rotinas cívico-militares.









