A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu medicamentos e produtos para emagrecimento durante a segunda fase da Operação Última Dose, realizada na sexta-feira (16), em Brazlândia. A ação teve como alvo endereços ligados a duas agentes comunitárias de saúde investigadas por possível comercialização irregular desses produtos.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram diversos medicamentos e produtos para emagrecimento, incluindo itens identificados com o nome Mounjaro.
Segundo a PCDF, há indícios de que parte dos produtos vendidos era adquirida no Paraguai e levada para comercialização no Brasil. A investigação busca esclarecer a origem das mercadorias e verificar se a entrada no país, a importação e a distribuição ocorreram de forma regular.
Os investigadores também identificaram indícios de uso de dados de terceiros no cadastro de um perfil comercial no Instagram utilizado para divulgar os produtos. A polícia apura como essas informações foram utilizadas e se houve fraude ou falsa identidade.
Outro ponto investigado é a possível participação das duas agentes comunitárias na administração de uma empresa privada voltada à venda dos produtos. A Lei Complementar Distrital nº 840/2011 prevê como infração disciplinar grave a participação de servidor público na gerência ou administração de empresa privada, ressalvadas as exceções legais. A investigação ainda busca esclarecer a atuação das envolvidas na gestão do negócio.
Primeira fase
A primeira etapa da Operação Última Dose foi realizada em 5 de outubro, no Incra 08, em Brazlândia. Na ocasião, a PCDF cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma investigação sobre a possível comercialização irregular de medicamentos como Mounjaro (tirzepatida), retatrutida e outros produtos destinados ao emagrecimento.
Na primeira fase, foram apreendidas embalagens, canetas de medicamentos e um aparelho celular, que poderão ajudar a esclarecer os fatos.
De acordo com a Polícia Civil, embora façam parte da mesma operação, as duas etapas correspondem a investigações distintas e independentes. Não foi identificado vínculo entre as investigadas dos dois procedimentos, que não se conheciam.
A PCDF alerta que a compra e o uso de medicamentos sem garantia de procedência, autenticidade, qualidade e regularidade sanitária podem representar riscos à saúde. A venda desses produtos fora dos canais autorizados também pode comprometer a segurança dos consumidores.
As investigações continuam para analisar os materiais apreendidos, esclarecer a origem e a distribuição dos produtos e identificar possíveis outros envolvidos. A eventual responsabilização dependerá dos resultados da apuração, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.





