O candidato a deputado federal pelo Novo-DF, Wilker Leão, afirmou que foi vítima de importunação sexual durante a confusão com estudantes da Universidade de Brasília (UnB). O episódio ocorreu nessa quarta-feira (27/8).
Em um vídeo gravado no local, é possível ver quando o ex-aluno da universidade foi atingido por uma “dedada” de um estudante durante o evento. Em seguida, Wilker reagiu e deu alguns chutes no aluno. Após o episódio, o candidato se pronunciou nas redes sociais e disse que o aluno também o “chutou na bunda”.
“Estou sendo taxado de agressor, de violento, mas não querem contar a verdade dessa história. Que esse esquerdista vagabundo veio me importunar sexualmente”, afirmou.
Em outra publicação, o candidato declarou que precisou “dar uma lição num esquerdista”. Durante uma conversa com policiais militares do Distrito Federal, Wilker também afirmou que o estudante “apanhou” porque é “gordo lento”.
Após a confusão, o diretório do Novo-DF divulgou uma nota de repúdio. O partido afirmou que Wilker foi “vítima de um ato de natureza sexual não consentido, situação que teria desencadeado uma reação física” por parte do candidato.
A sigla declarou que situações desse tipo devem ser tratadas com seriedade e que as responsabilidades individuais devem ser investigadas pelas autoridades competentes, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
O Novo-DF informou ainda que acompanha o caso e que sua assessoria jurídica vai tomar as medidas cabíveis para esclarecer o ocorrido, proteger os direitos dos envolvidos e buscar a responsabilização por possíveis condutas ilícitas.
Expulso da UnB
Wilker foi expulso da UnB em 2025 após responder a um processo disciplinar por violações de regras internas da instituição. Entre as condutas atribuídas a ele estavam gravações de professores sem autorização, atitudes consideradas ofensivas contra colegas por questões de gênero, interrupções de aulas e organização de manifestações políticas.
O candidato também ficou conhecido nacionalmente em 2022, quando chamou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) de “tchutchuca do Centrão”. Na ocasião, Bolsonaro tentou pegar o celular usado por Wilker e pediu que seguranças retirassem o aparelho.







