No sábado (03/01), em meio à escalada da crise gerada pelos ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro, o governo chinês divulgou um duro pronunciamento em que acusa Washington de violar o direito internacional e ameaçar a segurança de toda a região latino-americana.
No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China afirma que os EUA ultrapassaram todos os limites ao usar força contra Caracas e contra o chefe de Estado venezuelano. “A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso da força pelos EUA contra um país soberano e o uso da força contra o presidente de um país [Nicolás Maduro]”, comunicou a pasta.
O governo chinês também enquadrou a ação norte-americana como um exemplo de hegemonia e desrespeito às regras multilaterais. Em nota, Pequim declarou: “A China se opõe firmemente a esse comportamento hegemônico dos EUA, que viola seriamente o direito internacional, viola a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. Pedimos que os EUA respeitem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU e parem de violar a soberania e a segurança de outros países”.
A reação ocorre após os EUA lançarem ataques contra alvos em território venezuelano e anunciarem, por meio do ex-presidente Donald Trump, que Nicolás Maduro e a primeira-dama teriam sido capturados e levados para fora do país. A ofensiva foi duramente criticada por aliados de Caracas e por diversos governos da região, que veem na operação um precedente perigoso de intervenção militar direta em um país soberano.









