China pede liberação imediata de Maduro e acusa EUA de violar direito internacional

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A reação da China à captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos ganhou novos contornos neste domingo (04/01), com um comunicado duro de Pequim pedindo a libertação imediata do líder venezuelano e da primeira-dama Cilia Flores, além de defender que a crise seja resolvida por “diálogo e negociação” e não pela força militar.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, Washington “se apoderou pela força” de Maduro e de sua esposa e os transferiu para fora da Venezuela, em referência à operação que resultou na captura do casal em Caracas e no envio do presidente deposto para um centro de detenção federal em Nova York. Para Pequim, essa atuação “viola claramente o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais” e fere diretamente a soberania do país sul-americano.

No texto, a chancelaria da China afirma que as ações dos Estados Unidos “violam seriamente o direito internacional, violam a soberania da Venezuela e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. Pedimos que os EUA respeitem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU e parem de violar a soberania e a segurança de outros países”.

A nota também enfatiza que essas medidas minam a estabilidade regional e agravam o clima de tensão após a série de ataques aéreos e ações terrestres conduzidas pelos norte-americanos em território venezuelano.

Pequim instou Washington a “garantir a segurança pessoal” de Maduro e Cilia Flores, “libertá-los imediatamente”, “deixar de minar o governo venezuelano” e apostar em mecanismos diplomáticos para tratar da crise, sem anunciar, por ora, contramedidas econômicas ou políticas. A posição reforça a aliança construída ao longo dos últimos anos entre China e Venezuela, marcada por cooperação energética, financeira e investimentos em infraestrutura.

Enquanto isso, o cenário político em Caracas também se reorganiza: após o anúncio oficial da captura, a vice-presidenta Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do Executivo por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, ao mesmo tempo em que países aliados e críticos da operação norte-americana se posicionam em organismos internacionais, pedindo respeito ao direito internacional e debate no âmbito da ONU.

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