Governo do Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei

Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã

Na madrugada de domingo (01/03), a TV estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo Ali Khamenei, atingido nos bombardeios conjuntos promovidos por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã. O país decretou 40 dias de luto oficial, em meio a um cenário de forte tensão interna e internacional.

Segundo a televisão pública e comunicados da Guarda Revolucionária, Khamenei morreu em Teerã após ataques que danificaram gravemente a residência oficial e outras instalações ligadas à alta cúpula do regime. “Perdemos nosso grande líder e o choramos. (…) Seu martírio nas mãos dos mais terríveis terroristas e exterminadores da humanidade é um símbolo de sua virtude”, afirmou a força de elite iraniana em nota divulgada à população.

A ofensiva começou ainda no sábado (28/02), com mísseis e bombardeios aéreos atingindo a capital e cidades como Tabriz e Isfahan. De acordo com o Crescente Vermelho, mais de 200 pessoas morreram nos ataques, número que ainda pode subir à medida que equipes de resgate avançam sobre as áreas destruídas.

Horas antes da confirmação em Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia anunciado a morte de Khamenei e conclamado a população iraniana a “recuperar” o país após décadas de domínio dos aiatolás. O governo de Israel também celebrou publicamente a operação, classificando-a como um “golpe decisivo” contra o comando iraniano.

A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, informou que familiares do líder supremo também morreram, entre eles uma filha, o genro, um neto e uma das noras de Khamenei. O anúncio reforçou o tom de comoção oficial e levou milhares de iranianos às ruas, em procissões e vigílias que devem se repetir nos próximos dias, em respeito ao luto nacional decretado pelo regime.

Ali Khamenei tinha 86 anos e ocupava o posto de líder supremo desde 1989, acumulando mais de três décadas como figura máxima do sistema político iraniano. Sua morte abre uma disputa sensível pela sucessão, em um momento de escalada militar, sanções econômicas e isolamento diplomático. O Conselho Nacional de Segurança e a Assembleia de Especialistas devem conduzir o processo de transição, em meio à pressão internacional e à expectativa de como ficará o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

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