Após ação na Venezuela, Trump diz que “alguma coisa terá que ser feita com o México”

Foto: Reprodução/Instagram @Realdonaldtrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar o México ao comentar a operação militar que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Em entrevista concedida neste sábado (03/01) à emissora americana Fox News, após a ação na Venezuela, o republicano afirmou que “alguma coisa terá que ser feita com o México” por causa da atuação dos cartéis de drogas no país vizinho.

Durante a conversa, Trump foi questionado se a ofensiva em território venezuelano poderia ser entendida como um recado à presidência mexicana, hoje ocupada por Claudia Sheinbaum. O presidente respondeu que a operação não teria sido planejada com esse objetivo, mas emendou críticas diretas ao poder dos grupos criminosos no país.

– Os cartéis estão comandando o México; ela não está comandando o México. Ela tem muito medo dos cartéis. Eu perguntei a ela: ‘Você gostaria que nós eliminássemos os cartéis?’ e ela disse que não – declarou.

Na sequência, Trump relacionou o tema do narcotráfico à crise de drogas nos Estados Unidos e defendeu que o México seja alvo de alguma iniciativa mais dura de Washington.
– Temos que fazer alguma coisa, porque perdemos 300 mil pessoas para as drogas e elas entram principalmente pela fronteira sul [dos Estados Unidos], e alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao México.

Apesar do tom, o presidente americano não detalhou que tipo de medida considera adotar, nem mencionou qualquer planejamento de operação militar em território mexicano.

Horas antes, a presidente Claudia Sheinbaum já havia se posicionado contra a intervenção dos EUA na Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ela citou a Carta das Nações Unidas ao lembrar que “os Membros da Organização, em suas relações internacionais, se absterão de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.

Embora Venezuela e México enfrentem problemas semelhantes com o crime organizado, os dois países vivem realidades políticas distintas. Maduro comandava há quase 13 anos um regime autoritário, alvo de denúncias de fraude eleitoral e violações de direitos humanos. Já Sheinbaum foi eleita democraticamente em 2024 para um mandato de seis anos, tendo justamente o enfrentamento aos cartéis e à violência entre suas principais promessas de governo.

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