Vídeo: Advogada é presa dentro de escritório após difamar delegado nas redes sociais

Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (15/4), a detenção de uma advogada dentro do próprio escritório, em Pirenópolis (GO), provocou repercussão nas redes sociais e abriu discussão sobre a forma da abordagem e o respeito às prerrogativas da advocacia.

A profissional, identificada como Áricka Cunha, foi levada por agentes sob suspeita de difamar um delegado da Polícia Civil de Goiás. A ação foi registrada em vídeo, passou a circular nas plataformas digitais e ampliou a pressão por esclarecimentos sobre o episódio.

Depois da ocorrência, a advogada afirmou publicamente que já adotava medidas legais e sustentou que a prisão aconteceu após ela divulgar o arquivamento de uma denúncia por difamação. A versão apresentada por ela levantou questionamentos sobre eventual abuso e sobre os limites da atuação policial nesse tipo de situação.

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria, órgão responsável por apurar possíveis irregularidades na conduta dos agentes envolvidos. A medida indica que a própria corporação deve analisar como se deu a abordagem e se houve respeito aos procedimentos adequados.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) reagiu ao episódio e classificou a ação como arbitrária. A entidade pediu a abertura de procedimento contra o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos e afirmou que pode ter havido violação de prerrogativas profissionais, incluindo a inviolabilidade do escritório.

Representantes do sistema de defesa das prerrogativas também sustentaram que, nas circunstâncias relatadas, a detenção não estaria amparada pelos critérios legais aplicáveis a advogados no exercício da profissão.

Liberada após o episódio, Áricka Cunha agora está no centro de um caso que extrapolou o ambiente policial e passou a mobilizar o debate jurídico e institucional em Goiás.

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