Um bombeiro militar do Distrito Federal morreu no último sábado (10) enquanto estava detido no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), no Complexo da Papuda. O segundo-sargento Durval Cardoso Brandão, de 65 anos, havia sido preso em flagrante um dia antes, suspeito de importunação sexual em Samambaia.
Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o militar morreu pouco antes de ser apresentado em audiência de custódia. O caso foi encaminhado para a 1ª Vara Criminal do Gama. As circunstâncias da morte serão investigadas pelas autoridades competentes.
A prisão foi realizada por policiais militares do 11º BPM, e o caso registrado na 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a vítima é uma mulher de 29 anos que mora no mesmo lote do acusado.
Testemunhas relataram à PM que Durval teria tentado agarrar a mulher à força enquanto ela estava acompanhada da filha, uma criança de 6 anos. Ainda segundo o relato, a vítima aguardava um carro de aplicativo quando o caso aconteceu. Após contar o ocorrido ao marido por telefone, o homem foi até o local e acabou discutindo e brigando com o bombeiro.
Quando a equipe policial chegou, o militar apresentava sinais de embriaguez e estava desacordado. Depois de recuperar a consciência, ele negou as acusações.
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) informou que tomou conhecimento da condução do militar à delegacia para apuração da suposta prática do crime de importunação sexual. A corporação destacou ainda que ele permaneceu sob custódia do Estado até a morte.
A defesa e familiares de Durval Cardoso Brandão ainda não haviam se manifestado sobre o caso.







