Flávio confirmou os diálogos e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai.” De acordo com o The Intercept Brasil, Vorcaro teria se comprometido a repassar 24 milhões de dólares (na época R$ 134 milhões) para a produção do filme biográfico Dark Horse, que conta a história do ex-presidente.
O senador ainda afirma que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, explicou Flávio.
Ainda segundo a reportagem, o acordo teria sido negociado diretamente por Flávio Bolsonaro, com participação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e do deputado federal Mario Frias, ex-secretário da Cultura no governo Bolsonaro.
Os registros obtidos pelo Intercept incluem cronograma de pagamentos, comprovantes bancários e cobranças referentes às parcelas previstas para a produção do filme. Não há, porém, evidências de que todas as parcelas previstas tenham sido pagas.
Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.









