A aprovação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco de Brasília (BRB) não passou sem reação. Depois de a CLDF referendar o acordo homologado no STF, professores e servidores públicos do Distrito Federal convocaram uma paralisação geral para esta quinta-feira (11/6), com ato em frente ao Palácio do Buriti a partir das 9h30.
A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) e pela Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF), com adesão de outras entidades do funcionalismo público. Para facilitar o acesso ao ato, o Sinpro disponibiliza ônibus saindo de diversas regiões administrativas e do Entorno a partir das 8h.
O ponto central da insatisfação é o que os sindicatos enxergam por trás dos números do acordo. Para as entidades, o empréstimo bilionário viabilizado pelo STF exige do GDF um ajuste fiscal que pode chegar a R$ 4 bilhões ainda em 2026, e é esse ajuste que ameaça reajustes salariais, concursos públicos e a nomeação de servidores aprovados. Na prática, argumentam, a conta da crise criada pela administração do banco seria paga pelo funcionalismo e pela população.
A Secretaria de Educação do DF (SEEDF) informou que a adesão à paralisação é facultativa a cada professor, e que eventuais suspensões de aulas terão reposição garantida dentro do calendário escolar, sem prejuízo aos 200 dias letivos.







