A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu dois irmãos, de 31 e 26 anos, suspeitos de integrar um esquema de golpes envolvendo criptomoedas por meio de uma plataforma falsa de investimentos. A ação foi realizada durante a Operação Carteira Vazia, coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio das polícias civis do Tocantins e do Maranhão.
Os mandados foram cumpridos simultaneamente nas cidades de Paraíso do Tocantins (TO) e Porto Franco (MA). Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava páginas falsas que imitavam uma plataforma legítima de investimentos para obter acesso às contas das vítimas e desviar os valores depositados.
De acordo com a PCDF, os suspeitos criaram pelo menos cinco domínios com nomes muito semelhantes ao endereço oficial da plataforma. Os sites apareciam entre os primeiros resultados de pesquisas na internet por serem anunciados como links patrocinados. Sem perceber a fraude, as vítimas inseriam seus dados de acesso nas páginas falsas.
A investigação apontou que, enquanto a vítima realizava o login, os criminosos utilizavam as informações em tempo real para acessar a conta verdadeira, inclusive capturando códigos de autenticação enviados para confirmação de acesso. Após obterem o controle das contas, os investigados transferiam os criptoativos para carteiras digitais sob seu domínio.
Até o momento, a polícia identificou ao menos três vítimas do esquema, com prejuízo estimado em cerca de R$ 300 mil em criptomoedas. Durante a operação, também foram bloqueadas contas bancárias em instituições financeiras digitais e valores em criptomoedas ligados aos investigados. Equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Durante o cumprimento de um mandado de busca na residência do suspeito de 26 anos, em Paraíso do Tocantins, os policiais encontraram mais de 2 quilos de crack, mais de 1 quilo de cocaína e prensas hidráulicas utilizadas na produção de entorpecentes. Diante da situação, além da prisão preventiva já decretada, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo a PCDF, o investigado confessou, em depoimento, que aplicava golpes relacionados a plataformas falsas e desvio de criptomoedas havia cerca de dois anos. Ele também afirmou que produzia crack há aproximadamente um ano.
Os dois irmãos permanecerão presos e responderão pelos crimes de estelionato qualificado. Já o suspeito de 26 anos também responderá por tráfico de drogas. Somadas, as penas podem chegar a 23 anos de reclusão.









