Um homem de 27 anos suspeito de atirar duas vezes contra a ex-companheira enquanto ela segurava o filho no colo foi preso no domingo (30/8), no Núcleo Bandeirante. A mulher e a criança não foram atingidas.
A captura foi realizada em uma operação conjunta das polícias militares do Distrito Federal (PMDF) e de Goiás (PMGO). Contra o investigado havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Distrito Federal no sábado (29/8).
O ataque ocorreu na madrugada de sexta-feira (28/8), em frente à residência da mulher, em Samambaia. Conforme o relato apresentado por ela às autoridades, o ex-companheiro chegou ao local dirigindo um Volkswagen Fox preto.
Ainda de acordo com o depoimento, o motorista teria abaixado o vidro do automóvel e efetuado dois disparos na direção da mulher, que estava com o filho nos braços. Ela conseguiu correr e entrar na residência antes de ser atingida.
Os tiros acertaram o carro do pai da vítima, estacionado diante da casa. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encontrou projéteis no local, que passaram a integrar a apuração do caso.
A investigação trata o episódio como tentativa de feminicídio. Essa é a classificação adotada durante a apuração e ainda dependerá da análise do Ministério Público e da decisão da Justiça ao longo do processo.
Após a ocorrência, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) manifestou-se favoravelmente à prisão preventiva. O pedido foi acolhido pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Samambaia.
O investigado foi localizado dois dias depois do ataque. Após o cumprimento do mandado, ficou preso e à disposição da Justiça do Distrito Federal.
O episódio chama atenção não apenas pela sequência dos disparos, mas também pelo risco imposto à criança que estava nos braços da mãe. A reação rápida da mulher, ao correr para dentro da residência, evitou que o ataque tivesse consequências ainda mais graves.
Não foram divulgadas informações sobre a motivação do crime, a apreensão da arma utilizada ou eventual manifestação da defesa do investigado. A identidade da vítima e a da criança devem permanecer preservadas.
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento pelo Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. No Distrito Federal, ocorrências e pedidos de medidas protetivas também podem ser registrados pelo serviço Maria da Penha On-line, da Polícia Civil.






