O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rompeu o silêncio sobre os novos desdobramentos do caso Banco Master e defendeu, na noite de quinta-feira (3/9), uma investigação capaz de alcançar todas as pessoas eventualmente envolvidas.
“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, afirmou Lula em um vídeo de aproximadamente um minuto e meio divulgado nas redes sociais.
O presidente disse que a democracia depende de instituições fortes e respeitadas. Também afirmou que os sistemas político e judiciário precisam passar por reformas e que a população tem o direito de conhecer a verdade sobre o caso.
Durante o pronunciamento, Lula classificou o escândalo envolvendo o Banco Master como o “maior roubo da história do Brasil”. A expressão representa uma avaliação política do presidente e não uma conclusão judicial definitiva sobre as investigações.
Ao se referir ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, Lula afirmou que o líder do suposto esquema mantém relações com pessoas poderosas. O presidente também destacou que a prisão do empresário e o fechamento da instituição financeira ocorreram durante seu governo.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. Desde então, investigações buscam esclarecer as operações financeiras realizadas pela instituição, a circulação de ativos e a possível participação de agentes públicos e privados.
Lula afirmou que existem suspeitas envolvendo políticos e integrantes do poder público, mas não apresentou nomes nem atribuiu crimes a autoridades específicas. O presidente defendeu que a apuração avance sem privilégios ou proteção institucional.
Ao mesmo tempo, criticou o que chamou de “vazamentos seletivos”. A declaração ocorreu após a divulgação de informações e mensagens atribuídas a pessoas investigadas no caso, que ampliaram a pressão política sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula cobrou que a Presidência do STF, ocupada pelo ministro Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, conduzam um processo capaz de preservar a integridade e a confiança nas investigações.
Apesar do contexto de tensão dentro do Supremo, o presidente não mencionou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes ou André Mendonça. Também não anunciou nenhuma medida concreta do Poder Executivo, limitando-se a defender transparência, responsabilidade e apuração ampla.










