Agiota que atuava no DF, conhecida como Malu Navalha é presa no Tocantins

Foto: Divulgação/PCDF

Uma mulher de 22 anos apontada como integrante do braço de cobrança de uma organização criminosa de agiotagem foi presa no domingo (13/9), em Lagoa da Confusão, no Tocantins.

Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, conhecida como “Malu Navalha”, era considerada foragida da Justiça e teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC), de Paraíso do Tocantins, da Polícia Civil do Tocantins.

A prisão é desdobramento da operação Iustitia Victis, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra um grupo acusado de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro com atuação no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins. Na ação, foram expedidas 47 ordens judiciais, entre elas 12 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 de bloqueio de valores, que atingiram cerca de R$ 10 milhões em contas dos investigados.

Segundo a decisão judicial que determinou a prisão, Maria Luiza foi identificada em imagens do edifício de uma das vítimas e seria usuária de um terminal telefônico utilizado nas cobranças investigadas.

Ela responde por extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, atuava diretamente na cobrança das dívidas, com a função de intimidar devedores que atrasavam os pagamentos.

O material reunido no inquérito inclui áudios atribuídos a ela. Em um dos trechos, a investigada diz a uma vítima: “Tu não tem medo de eu ir aí e enfiar um monte de bala na sua cara, não?”. Em outra gravação, ameaça permanecer na porta da devedora até receber o valor cobrado. “Hoje eu só saio daqui com esse dinheiro. Se eu não conseguir entrar aí dentro, nem que eu tenha que colocar uma barraca do lado de fora. Uma hora você terá que sair. Estou te esperando aqui fora”, afirma.

A investigação começou a partir do caso de um comerciante de 68 anos que trabalhava na Feira dos Goianos, em Taguatinga, e havia contraído empréstimos com juros de até 20% ao mês. Após a morte dele, em março de 2025, o grupo passou a cobrar a dívida da família, com ameaças que levaram os parentes a deixar a residência.

Entre os presos na primeira fase da operação está um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, apontado pela investigação como responsável pela segurança das cobranças e por participar das intimidações.

 

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