Um homem investigado por aplicar 36 golpes na venda de veículos, com prejuízo estimado em R$ 2,35 milhões, teve a condição de foragido divulgada na sexta-feira (11/9), no Distrito Federal.
A investigação é conduzida pela Divisão de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), ligada à Coordenação de Repressão às Fraudes (CORF) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), e aponta a prática reiterada de estelionato eletrônico atribuída a Christhiano D’Ambrosio Figueiredo.
Segundo a apuração, o modo de agir se repetia. O investigado oferecia veículos à venda, recebia antecipadamente os valores negociados e, em seguida, deixava de entregar os bens. Diante da cobrança dos compradores, apresentava justificativas sucessivas para os atrasos até interromper por completo a comunicação.
Ao fim das diligências, ele foi indiciado por 36 crimes de estelionato eletrônico, previstos no artigo 171, parágrafo 2º-A, do Código Penal, correspondentes ao número de vítimas identificadas.
No curso da investigação, os policiais constataram que o suspeito deixou o território nacional em 2 de maio deste ano, com destino a Roma, na Itália. Não há registro de retorno dele ao Brasil desde então.
Diante do conjunto de elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, como forma de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. O pedido foi acolhido pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal e do Tribunal do Júri do Riacho Fundo, que decretou a prisão.
Desde a expedição do mandado, equipes policiais realizam diligências para localizá-lo, sem sucesso até o momento.
A corporação alerta ainda para o risco de continuidade das fraudes. Pelas características dos crimes apurados, há possibilidade de que o investigado siga aplicando golpes enquanto permanece foragido, inclusive por meio de atuação remota, o que, segundo a PCDF, reforça a importância da localização e da captura.
Informações que ajudem a identificar o paradeiro dele podem ser repassadas pelo telefone 197, canal de denúncia anônima da Polícia Civil, com sigilo garantido ao denunciante.









