Os metroviários do Distrito Federal decidiram encerrar o indicativo de greve em assembleia realizada na noite de terça-feira (15/9), após a conclusão da negociação com a empresa.
A decisão foi tomada depois de audiência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), que mediou as tratativas. A categoria avaliou que as principais demandas apresentadas foram atendidas.
A mais importante delas era a realização de um novo concurso público, autorizado nesta semana com 224 vagas distribuídas em seis carreiras e cadastro de reserva que pode chegar a 672 aprovados.
O acordo coletivo, assinado após dez meses de negociação, também prevê a contratação da banca organizadora até 31 de dezembro deste ano e a publicação do edital até 15 de março de 2027, com possibilidade de prorrogação.
Entram ainda no pacote o cumprimento de ação civil pública que determina a recontratação de empregados dispensados, com prazo de 90 dias, e o pagamento de horas extras e do descanso semanal remunerado devidos à categoria.
O texto não traz reajuste salarial. A discussão sobre recomposição de salários e benefícios ficou adiada para 2027.
Apesar do acordo, o sindicato mantém a avaliação de que o número de vagas é insuficiente. Para a entidade, a companhia precisa de cerca de 600 empregados para recompor o quadro, especialmente após a inauguração de novas estações, e o estudo que embasou a autorização estaria defasado.






