Na segunda-feira (21/9), o cientista político Andrei Roman afirmou, em Goiânia, que o governador Daniel Vilela ocupa posição amplamente favorável na disputa pelo governo de Goiás, com pouco espaço para mudança de cenário.
Fundador e presidente-executivo da AtlasIntel, instituto que atua no continente americano, Roman falou durante palestra na Federação das Indústrias do Estado de Goiás. Na avaliação dele, a eleição pode terminar já no primeiro turno.
“Nas nossas estimativas, hoje, o Daniel Vilela está com em torno de 48% dos votos válidos”, disse, sem tratar a vitória antecipada como certa. “É possível, plausível, que a eleição seja definida apenas no segundo turno”, ponderou.
Para a hipótese de nova rodada, a avaliação foi mais categórica. “No segundo turno, o Daniel Vilela tem quase 100% de chance de vencer”, declarou. O argumento se apoia na expectativa de como se distribuiriam os votos dos candidatos eliminados. “A redistribuição dos eleitores do Marconi faz com que o Wilder não tenha chances reais, do meu ponto de vista, no segundo turno”, afirmou, ao tratar de um confronto com o candidato do PL.
Os números do último levantamento do instituto sustentam a leitura. No cenário que inclui brancos, nulos e indecisos, o emedebista aparecia com 43,5%, contra 20,1% de Wilder Morais, 16,1% de Marconi Perillo e 10,7% de Luis Cesar Bueno. Brancos e nulos somavam 3,5%, e indecisos, 6,1%. Em votos válidos, o percentual do governador chegava a 48,1%.
O instituto testou três simulações de segundo turno. Contra Wilder, o governador marcava 53,7% ante 28,9%. Diante de Marconi, 57,2% contra 25,6%. E, em confronto com Luis Cesar, 60,2% contra 16,2%. A pesquisa ouviu 1.214 eleitores entre 27 de agosto e 1º de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e foi custeada com recursos do próprio instituto.
Outros institutos apontam liderança semelhante, com números distintos. Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 11 de setembro deu ao governador 45,1%, com Marconi em 23,2% e Wilder em 15%, ordem inversa à registrada pela AtlasIntel entre o segundo e o terceiro colocados.
Ao explicar o quadro goiano, Roman tratou o estado como exceção nacional. “Goiás é uma das exceções, é uma ilha”, afirmou, em referência à perda de espaço dos partidos de centro em disputas majoritárias pelo país. Ele atribuiu o fenômeno à aprovação do grupo que governa o estado e à transferência de capital político do ex-governador Ronaldo Caiado ao sucessor. “Isso, então, tende a beneficiar uma manutenção do grupo político aqui no Estado”, disse.
Sobre a disputa presidencial, evitou prognóstico. Classificou o cenário como bastante imprevisível, diante da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.










