O ministro Gilmar Mendes votou na manhã deste domingo (4/10) em Diamantino, cidade onde nasceu, a cerca de 182 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. Embora trabalhe em Brasília há mais de duas décadas, ele nunca transferiu o título eleitoral para a capital federal.
Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar chegou ao estado no sábado (3/10), depois de cumprir compromissos no tribunal ligados ao período eleitoral. Diamantino pertence à 7ª Zona Eleitoral de Mato Grosso. Por causa do fuso horário, a votação no estado vai das 7h às 16h no horário local, o que corresponde ao intervalo das 8h às 17h de Brasília.
Na véspera da eleição, o ministro tomou uma decisão que mexeu com a disputa pelo governo do Paraná. Gilmar derrubou a decisão que havia garantido ao senador Sergio Moro direito de resposta contra material de campanha do adversário Sandro Alex.
Também no sábado, Gilmar recebeu de quatro advogados uma reclamação que pede a anulação dos votos dados ao ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. Na manhã deste domingo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, manteve a candidatura de Deltan, mas a validade dos votos ainda depende do plenário da Corte eleitoral.
Gilmar Mendes integra o STF desde 2002, quando foi indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Presidiu o Supremo entre 2008 e 2010 e o TSE entre 2016 e 2018.
Outros integrantes do Supremo também votaram pela manhã. Nunes Marques e André Mendonça votaram em Brasília, e Cármen Lúcia, em Belo Horizonte. Em Mato Grosso, 2.638.230 eleitores estão aptos a escolher presidente, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.







