A ex-presidente Dilma Rousseff votou na manhã deste domingo (4/10) no Colégio Santa Marcelina, no bairro São Luiz, região da Pampulha, em Belo Horizonte, em meio a aplausos, vaias e empurra-empurra. A chegada foi marcada pela festa de apoiadores, e a saída, por tumulto entre grupos rivais.
Dilma chegou acompanhada de seguranças, do vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff, candidato do PT a deputado federal, e do deputado federal Rogério Correia (PT), que tenta a reeleição. Na entrada da escola, foi recebida com abraços, fotos e gritos de “Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma” e “Dilma, guerreira, do povo brasileiro”.
O clima mudou dentro do colégio. Opositores passaram a gritar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e a dirigir ofensas pessoais à ex-presidente, como “ladra”. Em um corredor estreito, apoiadores e críticos trocaram empurrões. Do lado de fora, Rogério Correia discutiu com um dos manifestantes.
Aos 78 anos, Dilma teve atendimento prioritário na seção e votou rapidamente. Ela deixou a escola sem falar com a imprensa por causa da confusão. Segundo Pedro Rousseff, a ex-presidente precisou ser retirada do local “por risco de agressão”. Não há registro de feridos.
Dilma governou o país entre 2011 e 2016, quando foi afastada por impeachment. Desde 2023, preside o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics, com sede em Xangai, na China, e viajou ao Brasil para votar.
No dia da eleição, a legislação só permite a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor. Aglomerações e gritos nos locais de votação são proibidos até as 17h, quando termina a votação.








