O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma brincadeira com a regra que proíbe o uso de celular na cabine de votação, pouco antes de votar no domingo (4/10), em São Paulo. Ao exibir para a imprensa o e-Título, a versão digital do título de eleitor, aberto no aparelho, ele foi questionado sobre a proibição e respondeu, sorrindo: “Pô, eu que proibi. Eu que criei isso”.
A cena ocorreu no Colégio Madre Alix, no Jardim Paulistano, zona oeste da capital paulista, onde Moraes vota. Depois de mostrar o aplicativo, o ministro entregou o celular aos mesários antes de entrar na cabine, como determinam as regras da Justiça Eleitoral, e não deu entrevista.
A regra a que Moraes se referiu foi reforçada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, quando ele presidia a Corte. A norma determina que celulares e outros aparelhos eletrônicos sejam desligados e deixados com os mesários antes de o eleitor se dirigir à urna. A legislação eleitoral já proibia equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto, mas a medida de 2022 tornou a exigência mais rígida, com o argumento de proteger o eleitor de pressões para registrar e comprovar em quem votou.
O comentário veio horas depois de outro episódio envolvendo a mesma regra. Pela manhã, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi flagrado usando o celular dentro da cabine em Araxá, Minas Gerais. Ele disse que ninguém o havia alertado sobre a proibição. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) anunciou que vai apurar o caso, e o presidente da Corte afirmou que a conduta pode configurar irregularidade com repercussão criminal.









