Apenas 976 eleitores do Distrito Federal votaram para presidente depois das 17h no segundo turno, no domingo (25/10). Na disputa pelo governo, foram 972 votos após o horário oficial de encerramento. O número representa cerca de 0,05% dos votos registrados na capital.
Os dados constam dos boletins de urna divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os votos depois das 17h foram registrados em 872 seções, no caso da eleição presidencial, e em 869, no caso da eleição para governador, o que dá pouco mais de um voto por seção. Exatamente às 17h, foram computados quatro votos.
Os boletins não permitem saber se esses eleitores votaram por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h nas seções ainda abertas no país, ou por causa de uma regra que já existia antes.
Pela legislação eleitoral, quem já está na fila às 17h recebe uma senha e tem o direito de votar mesmo depois do horário de encerramento. A distribuição dos votos, com cerca de um por seção, é compatível com essa situação.
No DF, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou no domingo que não aplicaria a prorrogação até as 19h, porque não havia tempo hábil. Quando a decisão foi divulgada, a votação já tinha sido encerrada na maior parte das seções da capital.
O número não teria efeito sobre o resultado. Na capital, o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa presidencial com 54,28% dos votos válidos, uma vantagem de 154.318 votos sobre Lula (PT). Na eleição para governador, Celina Leão (PP) foi reeleita com 987.142 votos, 248.012 a mais que Leandro Grass (PT).
A prorrogação é o principal argumento de Flávio para não reconhecer a vitória de Lula no país. O senador anunciou que vai pedir a anulação da eleição presidencial, alegando que a medida quebrou a igualdade entre os eleitores. A campanha dele também havia pedido ao TSE a ampliação do horário em cidades atingidas por chuvas no Sul e no Sudeste.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a decisão de Zanin, proferida depois do horário de encerramento, “gerou dificuldades ao processo eleitoral”, mas garantiu que ela não alterou o resultado da votação.









